"Por que sempre que me apaixono é por alguém que já é próximo a mim? Isso é tão errado. É sempre a mesma história: 'somos apenas amigas', e tal. Isso quando não dá certo. Oh, Fernanda... se você soubesse o tamanho da saudade de que sinto de você. Se soubesse o buraco que foi feito em mim quando nos separamos. Me sinto completamente vazia. Não quero, não gosto, de admitir isso, mas é verdade.
Eu queria nunca ter te conhecido. Assim eu não sofreria assim. E você, se estiver sofrendo também, não sofreria. Destino desgraçado." - E assim foi o começo do dia em que Alice e sua mãe saíram para procurar um bom colégio para ela.
Não demoraram muito, encontraram um colégio católico, porém nada radical, próximo ao centro da cidade, e mais importante ainda: perto da casa de Alice. Nem tanto. Ficava ainda a aproximadamente 9 quarteirões de casa, mas o suficiente para ir a pé.
Era época de soma de notas do primeiro trimestre naquele colégio. Alice e sua mãe subiam as escadas do mesmo, e encontravam alunos nos corredores. Alguns apressados, com medo de algum professor carrasco, outros não se importando se tinham aulas ou sequer se tinham algo para se fazer. "Que zona!" pensou Alice.
Nos corredores Alice avistou uma menina com cabelos negros e olhos bem escuros, que contrastavam com uma pele alva e delicada. Tinha mais ou menos o tamanho de Alice, traços finos e leveza ao andar. Possuía aparência tamanha que Alice a assemelhou a um anjo. Não se apaixonou à primeira vista por aquele anjo. Pelo menos não pela pessoa, mas pelo corpo, pela aparência.
- Que linda... - chegou a sussurrar para si. Mal sabia Alice que aquela menina, tão bonita, tão angelical, viria a ser sua colega. Sua amiga. Seu próximo amor impossível. Mas Alice havia tomado uma decisão: de que não iria mais se declarar para nenhuma garota. Nenhuma. Não importasse o desejo dela.
Aquele anjo tinha um nome. Um nome brilhante. Bonito. Simples. Era Clara.
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oooowm *-* a Clara!
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